Honraria Anita Garibaldi – discurso da Procuradora-Geral de Contas de Santa Catarina em 11 de agosto de 2021

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Senhoras e Senhores, muito boa tarde.

Minhas saudações às autoridades já citadas, aos homenageados e a todos que prestigiam esta sessão especial que lembra o bicentenário de nascimento de Anita Garibaldi.

É com um sentimento de imensa gratidão que hoje participo desta cerimônia. Imagino que não deva ser tarefa fácil ao TCE selecionar os agraciados, já que temos tantos nomes de destaque no Controle Externo em todo o país. Por isso, mais uma vez repito: sinto-me muito grata e honrada pelo dia de hoje.

Minha trajetória no serviço público começou em 1994. Como procuradora de contas são 15 anos de atuação e, se hoje estou aqui recebendo esta homenagem, devo muito ao apoio de pessoas fundamentais. Inicialmente, a minha família, que sempre me apoiou incondicionalmente. Depois, meus colegas no Ministério Público de Contas, os procuradores Aderson Flores e Diogo Ringenberg, além dos servidores do MPC, sempre comprometidos com a instituição. Essa homenagem é também mérito de todos eles.

Receber esta homenagem me fez refletir sobre meu papel como procuradora de contas em Santa Catarina, sobre o papel de tantas mulheres que, diariamente, executam suas tarefas com responsabilidade, e sobre o papel de nossa heroína Anita Garibaldi.

Somos catarinenses que lutamos, diariamente, por uma vida melhor, um futuro melhor para as próximas gerações, um mundo mais justo, com mais oportunidades e menos corrupção.

Anita se casou aos 14 anos de idade, possivelmente porque assim exigia a família e a sociedade. Porque esse era o papel reservado às mulheres de sua época. Mas ela não se ateve ao papel socialmente aceito, não se curvou aos preconceitos, não aceitou um destino escrito por outros.

Escreveu sua própria história e, assim, elevou o nome do nosso Estado como berço de uma guerreira.

Somos todas Anita em nossas atividades cotidianas. Lutamos, diariamente, com diferentes armas, por um mundo melhor. Não é tarefa fácil, mas é o destino que escolhemos e a história que estamos escrevendo. Tenho certeza de que, assim como eu, os demais homenageados por esta Casa, estão orgulhosos de suas trajetórias.

Mais uma vez agradeço ao Tribunal de Contas pela homenagem e, mais que isso, pela oportunidade de me fazer refletir sobre o relevante papel do controle externo em Santa Catarina. Neste momento, em que nossa distinta Corte de Contas completa 65 anos de existência, momento de tantas incertezas em meio a uma das piores pandemias da história, é tempo de pensar sobre o que já fizemos e o que ainda podemos fazer para elevar o nome do nosso Estado, como fez Anita Garibaldi.

Muito obrigada pela atenção, devolvo a palavra ao cerimonial.

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